Identificar indícios do uso de drogas no ambiente de trabalho é uma preocupação constante para muitas empresas, especialmente para aquelas que atuam no setor de transporte e logística. No caso dos motoristas profissionais, o uso de substâncias psicoativas muitas vezes ocorre na tentativa de aumentar a disposição para enfrentar longas jornadas ao volante.
No entanto, essa prática proibida, coloca em risco não apenas a saúde do motorista, mas também a segurança de todos nas estradas e a própria credibilidade da empresa.
Por isso, além de observar possíveis indícios do uso de drogas, as empresas devem cumprir a legislação vigente, que exige a realização do exame toxicológico de larga janela de detecção para motoristas das categorias C, D e E.
Neste contexto, vamos falar sobre os principais indícios do uso de drogas em funcionários da sua empresa e como proceder legalmente.
Segurança nas estradas: profissionais saudáveis e longe das drogas
Os motoristas profissionais são os mais suscetíveis a acidentes fatais em rodovias devido às extensas jornadas de trabalho no volante, rotina agitada e estressante. Estando sob o efeito do uso de drogas, como o rebite, isso pode ser fatal.
Após a Lei 13.103, de março de 2015, também conhecida como Lei do Caminhoneiro, houve uma queda brusca em acidentes nas estradas, inclusive aqueles com vítimas fatais. Em apenas 6 meses de exigência, houve redução de 38% dos sinistros e 1,2 milhão de motoristas foram impedidos de voltar às estradas.
As empresas também colaboram para esse quadro favorável. Grande parte delas incentiva a prática de hábitos saudáveis, faz campanhas educativas e cumpre a legislação do exame toxicológico.
Os exames toxicológicos exigidos nas empresas
Empresas que empregam motoristas profissionais nas categorias C, D e E, precisam submetê-los ao exame toxicológico de larga janela de detecção, realizado pela coleta de cabelo ou pelos. De acordo com a legislação, esse tipo de exame toxicológico nas empresas deve ser realizado nas seguintes situações:
- Admissão: motorista contratado em regime CLT, deve passar por exame toxicológico antes de começar a trabalhar. Isso é necessário para garantir que o profissional esteja apto a operar o veículo com segurança;
- Demissão: no momento do desligamento, independente do motivo, o motorista deve realizar o exame toxicológico. Nesta ocasião, o exame visa assegura que o colaborador esteja em condições regulares no momento da saída, garantindo a conformidade com as normas;
- Randômico: a empresa deve realizar o exame toxicológico em todos os motoristas dentro do período de 2 anos e 6 meses de forma surpresa, por meio de um sorteio aleatório em um sistema contratado e acreditado na ISO 24153:2009. O objetivo é verificar se os motoristas estão usando substâncias psicoativas que podem afetar a direção segura.
Quais são os indícios do uso de drogas no ambiente de trabalho?
Os indícios do uso de drogas podem se manifestar de diferentes formas: físicas, psicológicas e comportamentais. Embora esses sinais não sejam provas definitivas, eles podem indicar a necessidade de investigação e de medidas preventivas.
- Sinais físicos
Os sinais físicos são mais fáceis de perceber. Resquícios de pó branco na região das narinas, interna e externamente, podem significar que a pessoa tem o hábito de aspirar cocaína. As pupilas dilatadas, mesmo com presença de luz, indicam o uso, por exemplo, de anfetaminas e alucinógenos. Outros sinais visíveis são:
- coriza frequente;
- sangramento nasal;
- danos internos nas narinas;
- ranger de dentes;
- dificuldade em engolir;
- antebraços lesionados (em casos de uso de injetáveis).
Durante períodos de abstinência do uso de drogas, os sinais físicos podem se manifestar de formas diferentes:
- suor intenso;
- olheiras;
- crises de vômito e diarreia;
- tremores;
- náuseas.
Lembrando que esses sinais não podem ser tomados como provas definitivas e não têm valor forense, isto é, ser usados em tribunal como provas. Para esses casos, somente o exame toxicológico é reconhecido.
- Sinais psicológicos
A ansiedade sem qualquer motivo óbvio, geralmente, costuma ser um dos primeiros sinais a aparecer. Inquieto, o usuário rói as unhas e se mostra disperso. O uso de drogas como a maconha e o LSD, deixam quem os usa aéreos, distraídos e com pensamentos distantes.
As drogas também afetam as funções cognitivas e a capacidade intelectual da pessoa. O uso prolongado, principalmente das anfetaminas, causa paranoia, depressão e comportamento agressivo. Os distúrbios do sono também são sinais comuns nos usuários desses tipos de drogas.
Além disso, crises repentinas de melancolia também não são raras após o ápice do efeito dessas substâncias psicoativas.
Veja outros sinais psicológicos que evidenciam o uso de drogas:
- surtos de choro ou riso;
- frases desconexas;
- dificuldade na fala;
- dificuldade motora;
- lentidão para tarefas comuns;
- menos esforço para as atividades do dia a dia.
No uso recorrente da maioria das drogas, é comum que a pessoa tenha delírios visuais e auditivos. Algumas dessas alterações psicológicas também podem aparecer em doenças psiquiátricas. O acompanhamento médico, nesses casos, é o mais indicado.
- Sinais comportamentais
O comportamento de qualquer usuário recorrente de substâncias psicoativas é parecido, independentemente do tipo de droga que usa: a maior motivação no dia passa a ser conseguir mais droga, seja ela álcool, maconha, cocaína, rebite e outras.
É normal que essas pessoas se irritem facilmente. Demonstram grande ansiedade, dificuldade em focar em atividades que antes pareciam simples e mudanças bruscas de humor. Os pontos a seguir apontam como os indícios de uso de drogas são facilmente percebidos no local do trabalho:
- perda de interesse nas atividades profissionais;
- iniciar brigas e discussões;
- redução de produção e desempenho;
- queda na assiduidade;
- atrasos frequentes;
- isolamento social.
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Como visto, identificar indícios do uso de drogas é importante, mas apenas o exame toxicológico oferece a confirmação técnica necessária para decisões seguras dentro da empresa.
Para empresas que contratam motoristas profissionais das categorias C, D e E, manter uma política de exames toxicológicos é fundamental para cumprir a legislação, reduzir riscos de acidentes, proteger colaboradores e preservar a reputação da empresa.
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